"Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei" (Salmo 91)

30 de dezembro de 2012

Tiranizar


Musica de hoje, na verdade ouvi ela ontem mas ficou na cabeça... espero que vcs gostem!

10 de dezembro de 2012

O rouxinol e a rosa



Oscar Wilde

"Ela disse que dançaria comigo se eu lhe trouxesse rosas vermelhas", exclamou o jovem Estudante, "mas em todo o meu jardim não há nenhuma rosa vermelha."

Do seu ninho no alto da azinheira, o Rouxinol o ouviu, e olhou por entre as folhas, e ficou a pensar.

"Não há nenhuma rosa vermelha em todo o meu jardim!", exclamou ele, e seus lindos olhos encheram-se de lágrimas. "Ah, nossa felicidade depende de coisas tão pequenas! Já li tudo que escreveram os sábios, conheço todos os segredos da filosofia, e no entanto por falta de uma rosa vermelha minha vida infeliz."

"Finalmente, eis um que ama de verdade", disse o Rouxinol. "Noite após noite eu o tenho cantado, muito embora não o conhecesse: noite após noite tenho contado sua história para as estrelas, e eis que agora o vejo. Seus cabelos são escuros como a flor do jacinto, e seus lábios são vermelhos como a rosa de seu desejo; porém a paixão transformou-lhe o rosto em marfim pálido, e a cravou-lhe na fronte sua marca."

"Amanhã haverá um baile no palácio do príncipe", murmurou o jovem Estudante, "e minha amada estará entre os convidados. Se eu lhe trouxer uma rosa vermelha, ela há de dançar comigo até o dia raiar. Se lhe trouxer uma rosa vermelha, eu a terei nos meus braços, e ela deitará a cabeça no meu ombro, e sua mão ficará apertada na minha. Porém não há nenhuma rosa vermelha no meu jardim, e por isso ficarei sozinho, e ela passará por mim sem me olhar. Não me dará nenhuma atenção, e meu coração será destroçado."

"Sim, ele ama de verdade", disse o Rouxinol. "Aquilo que eu canto, ele sofre; o que para mim é júbilo, para ele é sofrimento. Sem dúvida, o Amor é uma coisa maravilhosa. É mais precioso do que as esmeraldas, mais caro do que as opalas finas. Nem pérolas nem romãs podem comprá-lo, nem é coisa que se encontre à venda no mercado. Não é possível comprá-lo de comerciante, nem pesá-lo numa balança em troca de ouro".

"Os músicos no balcão", disse o jovem Estudante, "tocarão seus instrumentos de corda, e meu amor dançará ao som da harpa e do violino. Dançará com pés tão leves que nem sequer hão de tocar no chão, e os cortesãos, com seus trajes coloridos, vão cercá-la. Porém comigo ela não dançará, porque não tenho nenhuma rosa vermelha para lhe dar." E jogou-se na grama, cobriu o rosto com as mãos e chorou.

"Por que chora ele?", indagou um pequeno Lagarto Verde, ao passar correndo com a cauda levantada.

"Sim, por quê?", perguntou uma Borboleta, que esvoaçava em torno de um raio de sol.

"Sim, por quê?", sussurrou uma Margarida, virando-se para sua vizinha, com uma voz suave.

"Ele chora por uma rosa vermelha", disse o Rouxinol.

"Uma rosa vermelha?", exclamaram todos. "Mas que ridículo!" E o pequeno Lagarto, que era um tanto cínico, riu à grande.

Porém o Rouxinol compreendia o segredo da dor do Estudante, e calou-se no alto da azinheira, pensando no mistério do Amor.

De repente ele abriu as asas pardas e levantou vôo. Atravessou o arvoredo como uma sombra, e como uma sombra cruzou o jardim.

No centro do gramado havia uma linda Roseira, e quando a viu o Rouxinol foi até ela, pousando num ramo.

"Dá-me uma rosa vermelha", exclamou ele, "que cantarei meu canto mais belo para ti".

Porém a Roseira fez que não com a cabeça.

"Minhas rosas são brancas", respondeu ela, "tão brancas quanto a espuma do mar, e mais brancas que a neve das montanhas. Porém procura minha irmã que cresce junto ao velho relógio de sol, e talvez ela possa te dar o que queres."

Assim, o Rouxinol voou até a Roseira que crescia junto ao velho relógio de sol.

"Dá-me uma rosa vermelha", exclamou ele, "que cantarei meu canto mais belo para ti."

Porém a Roseira fez que não com a cabeça.

"Minhas rosas são amarelas", respondeu ela, "amarelas como os cabelos da sereia que está sentada num trono de âmbar, e mais amarelas que o narciso que floresce no prado quando o ceifeiro ainda não veio com sua foice. Porém procura minha irmã que cresce junto à janela do Estudante, e talvez ela possa te dar o que queres."

Assim, o Rouxinol voou até a Roseira que crescia junto à janela do Estudante.

"Dá-me uma rosa vermelha", exclamou ele, "que cantarei meu canto mais belo para ti."

Porém a Roseira fez que não com a cabeça.

"Minhas rosas são vermelhas", respondeu ela, "vermelhas como os pés da pomba, e mais vermelhas que os grandes leques de coral que ficam a abanar na caverna no fundo do oceano. Porém o inverno congelou minhas veias, e o frio queimou meus brotos, e a tempestade quebrou meus galhos, e não darei nenhuma rosa este ano."

"Uma única rosa vermelha é tudo que quero", exclamou o Rouxinol, só uma rosa vermelha! Não há nenhuma maneira de consegui-la?"

"Existe uma maneira", respondeu a Roseira, "mas é tão terrível que não ouso te contar."

"Conta-me", disse o Rouxinol. "Não tenho medo."

"Se queres uma rosa vermelha", disse a Roseira, "tens de criá-la com tua música ao luar, e tingi-Ia com o sangue de teu coração. Tens de cantar para mim apertando o peito contra um espinho. A noite inteira tens de cantar para mim, até que o espinho perfure teu coração e teu sangue penetre em minhas veias, e se torne meu."

"A Morte é um preço alto a pagar por uma rosa vermelha", exclamou o Rouxinol, "e todos dão muito valor à Vida. É agradável, no bosque verdejante, ver o Sol em sua carruagem de ouro, e a Lua em sua carruagem de madrepérola. Doce é o perfume do pilriteiro, e as belas são as campânulas que se escondem no vale, e as urzes que florescem no morro. Porém o Amor é melhor que a Vida, e o que é o coração de um pássaro comparado com o coração de um homem?"

Assim, ele abriu as asas pardas e levantou vôo. Atravessou o jardim como uma sombra, e como uma sombra voou pelo arvoredo.

O jovem Estudante continuava deitado na grama, onde o Rouxinol o havia deixado, e as lágrimas ainda não haviam secado em seus belos olhos.

"Regozija-te", exclamou o Rouxinol, "regozija-te; terás tua rosa vermelha. Vou criá-la com minha música ao luar, e tingi-la com o sangue do meu coração. Tudo que te peço em troca é que ames de verdade, pois o Amor é mais sábio que a Filosofia, por mais sábia que ela seja, e mais poderoso que o Poder, por mais poderoso que ele seja. Suas asas são da cor do fogo, e tem a cor do fogo seu corpo. Seus lábios são doces como o mel, e seu hálito é como o incenso.

O Estudante levantou os olhos e ficou a escutá-lo, porém não compreendia o que lhe dizia o Rouxinol, pois só conhecia as coisas que estão escritas nos livros.

Mas o Carvalho compreendeu, e entristeceu-se, pois ele gostava muito do pequeno Rouxinol que havia construído um ninho em seus galhos.

"Canta uma última canção para mim", sussurrou ele; "vou sentir-me muito solitário depois que tu partires."

Assim, o Rouxinol cantou para o Carvalho, e sua voz era como água jorrando de uma jarra de prata.

Quando o Rouxinol terminou sua canção, o Estudante levantou-se, tirando do bolso um caderno e um lápis.

"Forma ele tem", disse ele a si próprio, enquanto se afastava, caminhando pelo arvoredo, "isso não se pode negar; mas terá sentimentos? Temo que não. Na verdade, ele é como a maioria dos artistas; só estilo, nenhuma sinceridade. Não seria capaz de sacrificar-se pelos outros. Pensa só na música, e todos sabem que as artes são egoístas. Mesmo assim, devo admitir que há algumas notas belas em sua voz. Pena que nada signifiquem, nem façam nada de bom na prática." E foi para seu quarto, deitou-se em sua pequena enxerga e começou a pensar em seu amor; depois de algum tempo, adormeceu.

E quando a Lua brilhava nos céus, o Rouxinol voou até a Roseira e cravou o peito no espinho. A noite inteira ele cantou apertando o peito contra o espinho, e a Lua, fria e cristalina, inclinou-se para ouvir. A noite inteira ele cantou, e o espinho foi se cravando cada vez mais fundo em seu peito, e o sangue foi-lhe escapando das veias.

Cantou primeiro o nascimento do amor no coração de um rapaz e de uma moça. E no ramo mais alto da Roseira abriu-se uma rosa maravilhosa, pétala após pétala, à medida que canção seguia canção. Pálida era, de início, como a névoa que paira sobre o rio - pálida como os pés da manhã, e prateada como
as asas da alvorada. Como a sombra de uma rosa num espelho de prata, como a sombra de uma rosa numa poça d' água, tal era a rosa que floresceu no ramo mais alto da Roseira.

Porém a Roseira disse ao Rouxinol que se apertasse com mais força contra o espinho. Aperta-te mais, pequeno Rouxinol", exclamou a Roseira, "senão o dia chegará antes que esteja pronta a rosa."

Assim, o Rouxinol apertou-se com ainda mais força contra o espinho, e seu canto soou mais alto, pois ele cantava o nascimento da paixão na alma de um homem e uma mulher.

E um toque róseo delicado surgiu nas folhas da rosa, tal como o rubor nas faces do noivo quando ele beija os lábios da noiva. Porém o espinho ainda não havia penetrado até seu coração, e assim o coração da rosa permanecia branco, pois só o coração do sangue de um Rouxinol pode tingir de vermelho o coração de uma rosa.

E a Roseira insistia para que o Rouxinol se apertasse com mais força contra o espinho. "Aperta-te mais, pequeno Rouxinol", exclamou a Roseira, "senão o dia chegará antes que esteja pronta a rosa."

Assim, o Rouxinol apertou-se com ainda mais força contra o espinho, e uma feroz pontada de dor atravessou-lhe o corpo. Terrível, terrível era a dor, e mais e mais tremendo era seu canto, pois ele cantava o Amor que é levado à perfeição pela Morte, o Amor que não morre no túmulo.

E a rosa maravilhosa ficou rubra, como a rosa do céu ao alvorecer. Rubra era sua grinalda de pétalas, e rubro como um rubi era seu coração.

Porém a voz do Rouxinol ficava cada vez mais fraca, e suas pequenas asas começaram a se bater, e seus olhos se embaçaram. Mais e mais fraca era sua canção, e ele sentiu algo a lhe sufocar a garganta.

Então desprendeu-se dele uma derradeira explosão de música. A Lua alva a ouviu, e esqueceu-se do amanhecer, e permaneceu no céu. A rosa rubra a ouviu, e estremeceu de êxtase, e abriu suas pétalas para o ar frio da manhã. O Eco vou-a para sua caverna púrpura nas montanhas, e despertou de seus
sonhos os pastores adormecidos. A música flutuou por entre os juncos do rio, e eles leva ram sua mensagem até o mar.

"Olha, olha!", exclamou a Roseira, "a rosa está pronta." Porém o Rouxinol não deu resposta, pois jazia morto na grama alta, com o espinho cravado no coração.

E ao meio-dia o Estudante abriu a janela e olhou para fora.

"Ora, mas que sorte extraordinária!", exclamou. "Eis aqui uma rosa vermelha! Nunca vi uma rosa semelhante em toda minha vida. É tão bela que deve ter um nome comprido em latim." E, abaixando-se, colheu-a.

Em seguida, pôs o chapéu e correu até a casa do Professor com a rosa na mão.

A filha do Professor estava sentada à porta, enrolando seda azul num carretel, e seu cãozinho estava deitado a seus pés.

"Disseste que dançarias comigo se eu te trouxesse uma rosa vermelha", disse o Estudante. "Eis aqui a rosa mais vermelha de todo o mundo. Tu a usarás junto ao teu coração, e quando dançarmos ela te dirá quanto te amo."

Porém a moça franziu a testa "Creio que não vai combinar com meu vestido", respondeu ela; "e, além disso, o sobrinho do Tesoureiro enviou-me jóias de verdade, e todo mundo sabe que as jóias custam muito mais do que as flores."

"Ora, mas és mesmo uma ingrata", disse o Estudante, zangado, e jogou a rosa na rua; a flor caiu na sarjeta, e uma carroça passou por cima dela.

"Ingrata!", exclamou a moça. "Tu é que és muito mal-educado; e quem és tu? Apenas um Estudante. Ora, creio que não tens sequer fivelas de prata em teus sapatos, como tem o sobrinho do Tesoureiro." E, levantando-se, entrou em casa.

"Que coisa mais tola é o Amor!", disse o Estudante enquanto se afastava. "É bem menos útil que a Lógica, pois nada prova, e fica o tempo todo a nos dizer coisas que não vão acontecer, e fazendo-nos acreditar em coisas que não são verdade. No final das contas, é algo muito pouco prático, e como em nossos tempos ser prático é tudo, vou retomar a Filosofia e estudar Metafísica."

Assim, voltou para seu quarto, pegou um livro grande e poeirento, e começou a ler.

11 de novembro de 2012

O Jumento



Jumento não é
Jumento não é
O grande malandro da praça
Trabalha, trabalha de graça
Não agrada a ninguém
Nem nome não tem
É manso e não faz pirraça
Mas quando a carcaça ameaça rachar
Que coices, que coices
Que coices que dá


O pão, a farinha, feijão, carne seca 
Quem é que carrega? Hi-ho

O pão, a farinha, o feijão, carne seca
Limão, mexerica, mamão, melancia
Quem é que carrega? Hi-ho
O pão, a farinha, feijão, carne seca
Limão, mexerica, mamão, melancia
A areia, o cimento, o tijolo, a pedreira
Quem é que carrega? Hi-ho



Jumento não é

Jumento não é
O grande malandro da praça
Trabalha, trabalha de graça
Não agrada a ninguém
Nem nome não tem
É manso e não faz pirraça
Mas quando a carcaça ameaça rachar
Que coices, que coices
Que coices que dá
Hi-hooooooooo

XIX FEstMonólogos “Ana Maria Rêgo” – Ano Adalmir Miranda


Olha já esclareço logo:  Não estou aqui no intuito de fazer critica ou menosprezar nenhuma montagem que vi no Concurso de monologos, mas expressar minhas opiniões como ator e como estudante de artes, optei por descrever as montagens na ordem inversa acho que depois vocês entenderão melhor.

Começo pela noite de sexta onde o homenageado do Concurso Adalmir Miranda apresentou “Álvaro de Campos em Pessoa” um espetáculo técnico, e poético com vários recursos de áudio visual, bailarinas, muitos efeitos de luz e cenário. Mas que no meu ponto de vista infelizmente prejudicado pela “estrutura” de climatização do teatro que por vezes  impossibilitou a mim e o resto da plateia de ouvir os versos que compunham a montagem e isso foi frequente em vários outros espetáculos. Resumindo gostei do espetáculo com algumas resalvas de exageros performáticos.

Na quinta tivemos os espetáculos “Apareceu a Margarida” de MG e “Sala, Quarto, Cozinha, Banheiro e Outros Lugares Menos Cômodos” do RJ ambos atuados por ótimas atrizes.

O primeiro ganhou o premio ganhou o premio de melhor Cenário, com um texto que já foi trabalhado aqui em Teresina duas vezes, isso gerou certas expectativas perante a apresentação. Numa forma bem caricata a professora Margarida ensinava sua aula de matemática e biologia, e na hora do intervalo pipoca doce pra relaxar um pouco. Para mim uma das melhores apresentações, a personagem se diferenciava tanto e de tal modo da atriz que eu não a reconheci após o espetáculo. O segundo um monologo cômico com quatro personagens femininos distintos que compartilharam suas experiências cada uma com suas dificuldades expectativas e trejeitos próprios. A falha que eu achei nesta montagem foi só na personagem Trans não caracterizava uma trans(meio esquisito uma mulher fazendo o papel de um Gay,trans ou algo do gênero) mas num contexto total o monologo é muito engraçado e a variação Personagem - atriz-personagem deu uma quebra boa no texto fazendo ele mais atrativo , isso garantiu a Atriz  Andréa Cevidanes o prêmio de melhor espetáculo no Júri popular e melhor atriz.

Na quarta o espetáculo “Primeiro Amor” de São Luis do Maranhão, uma montagem feita por (ex)alunos da UFMA com características bem técnicas, um texto bom, com trilha sonora própria ( isto é: musicas sem letras apenas com ruídos criada toda para o espetáculo) e por conta disso levaram a premiação de melhor sonoplastia. No meu ponto de vista o figurino não favoreceu, e por alguns momento a dicção do ator também não. Mas foi um espetáculo bom, bem construído e digno de discussões acadêmicas.
Subir ao palco e ter a personagem ali ao alcance das mãos isso marcou a noite de Terça.

O primeiro espetáculo foi “Azulejo branco” do nosso vizinho Ceará, o texto é legal, digamos interessante, (espero que minhas próximas palavras não causem problemas, ou que não sejam entendidas como preconceito) mas que pra mim perdeu qualidade quando se coloca um homem pra fazer um texto dramático feminino, uma montagem totalmente performática e coreografada, com um jogo bem legal de luz e som, mas com muito material em cena e de nenhuma utilização.

A segunda apresentação da noite foi “Aurora Boreal” atuação e direção de Dionízio do Apodi. Pode ser que essa critica se diferencia das demais, pois afinal o que falar da Aurora Boreal um dos espetáculos mais lidos da natureza? E sem contar o Ator Dionízio que já tem em seu nome uma referencia do teatro Deus Dionísio ou Baco deus do vinho e do teatro, o que eu tenho a falar? Só me resta nesse texto dizer que essa montagem ganhou melhor ator, melhor espetáculo, melhor direção, melhor figurino e melhor iluminação.

8 de novembro de 2012

Como foi feito: Os Saltimbancos


Os Saltimbancos, o que falar da nossa montagem, na verdade reescrever um texto que já estava escrito há algumas semanas para falar das expectativas, do processo, e dos resultados
Bem “começando do começo”, bem redundante isso né(rsrsrs), como montar um espetáculo infantil? Como fazer cenário? Figurino? Como arrumar verba? E o elenco? Essas perguntas permeavam minha cabeça quando decidi montar o texto.Para quem me conhece sabe, o que basta pra mim é a ideia e pessoas que confiam no meu trabalho pra da certo o dinheiro agente corre atrás depois.

Como montar o texto que é um clássico da literatura infantil ainda mais sendo um musical? De cara convidei os meus amigos da escola de teatro, alguns toparam, loucos! Grupo formado de 6 pessoas no elenco, agora seria fazer a escolha do elenco quem encaixaria em cada personagem, eu me propus a fazer a direção e o som. Começamos os ensaios praticamente na mesma semana que apresentei o projeto a turma, ate por motivos de tempo os trabalhos já começaram no intuito de cada ator buscar a característica dos seus personagens, o que de fato relativamente foi mais fácil para os que fariam o cachorro e a gata afinal são animais mais domesticados e que tem um contato maior com as pessoas, o que complicaria no caso da Galinha e do Jumento. Depois de textos decorados, e cada ator com sua personagem definido, com exceção da gata que duas atrizes se revezam no papel, eis outra coisa que chama atenção porque mesmo sendo atrizes diferentes tivemos que  buscar um ponto em comum as duas.

Figurinos:

O que posso resaltar sobre os figurinos foi que em uma das aulas foi tocado nas montagens infantis, e um dos professores ate disse que como criança é aquela coisa mais lúdica o melhor seria que quanto mais o figurino se aproxime do real fica mais atrativos para as crianças, meio paradoxo afinal as crianças tem a capacidade livre de imaginação,  para montar os personagens tomei algumas referencia tipo:
O Cachorro: O figurino baseado em algo do exercito, algo que lembre alguma coisa mais street
A gata: A Madona nos anos 80/90. Bota cano alto, jaqueta jeans.
A galinha: Algo mais do samba, o chumaço de penas na cabeça, que lembra o cabelo Black.
O Jumento: alguma coisa puxando mais para o brega. O branco, cinza e preto contrastando com o xadrez e o florido.

Sobre o Cenário:

Como fazemos as apresentações itinerantes e como já disse antes “as criança tem uma capacidade livre de imaginação”  optei pro fazer sem cenário, na verdade utilizar uma placa com duas faces uma escrita “CIDADE” e do outro lado “POUSADA DO BOM BARÃO” e durante a peça há a mudança da placa, mas também contamos com 3 telas de mais ou menos 2 mts mas só utilizaremos quando formos apresentar em palcos, possivelmente em dezembro.

Problemas que tivemos durante as apresentações:

O problema mais grave que posso citar aqui, que tivemos ate hoje foi o problema do som por ser Play back na parte musical em alguns lugares o som não estava legal ou não funcionou nos primeiros momentos da peça, mas garças ao esforço do elenco todos tiraram a “falha” de letra dando a volta por cima. Outro problema foi o afastamento de um dos integrantes da companhia e eu como diretor passei a ser ator com o personagem do Jumento, mas também a substituição foi aceita por todos da companhia.

Dos resultados:

Bem acho que não há resultado melhor que ver o sorriso das crianças. E uma montagem que era pra ser algo experimental restrito ao mês de outubro esta se estendendo a novembro e dezembro.  Sem contar os amigos e conhecidos do meio artísticos que me procuram para perguntar onde será a próxima apresentação pois eles querem assistir, também é uma forma de retribuição ao nosso trabalho.

PS: Não quis aqui fazer algo cientifico, só queria compartilhar alguns conhecimentos desta montagem.

7 de outubro de 2012

Leitura do fim de semana

Hoje fiz diferente invés de leitura assisti um filme, que é de um livro que li há alguns anos atrás do grandioso “Jorge Amado” Capitães da Areia, o filme me remeteu a algumas lembranças da época que li o livro, exemplo: a vontade de ser solto que nem aqueles meninos, o barulho do mar a noite, a tristeza com a morte da Dora e outros sentimentos a mais que tive ao contemplar as linhas do romance.

 Com uma fotografia impecável, o elenco pouco conhecido(isso facilita a proximidade com o texto, para identificar os personagens) e muito parecido com o texto original realmente nos aproxima do Trapixe, das ruas e vielas de Salvador, dos malandros baianos e a liberdade dos meninos, quem sabe algo que remete ao Peter Pan, e digo com certeza que dês da primeira vez que tive contato com o livro algo no Pedro Bala lembra essa estória clássica quem sabe ele não é um Peter Pan nacional.




Então você caro leitor, passe na locadora mais próximo e alugue essa historia desses 12 garotos e para você que leu e livro vale a pena conferir mais este trabalho da familia Amado!





Ficha Técnica
Diretor: Cecília Amado
Elenco: Eliana Pittman, Kent Lane, Rhonda Fleming, Dorival Caymmi, Flora Plumb, John Rubinstein, Guilherme Lamounier, Tisha Sterling
Produção: Bruno Stroppiana, Donald Ranvaud
Roteiro: Cecília Amado, Hilton Lacerda
Fotografia: Guy Gonçalves
Trilha Sonora: Carlinhos Brown


Boa semana a todos!

O que falar do Renan...



Meu IRMÃO!!!

Infelizmente não somos irmão de sangue, mas irmão de leite e por coincidência do destino dez dias de diferença na idade. E nossas mães... nossas mães literalmente porque ate isso agente compartilha, elas irmãs e melhores amigas então nossa amizade já vem mesmo antes de nascemos.

Tantas emoções durante todos esses 26 anos, e nunca brigamos, ou melhor, uma vez por causa de um pacote de biscoito, você lembra? Rsrsrsrs... E às vezes quando acontece alguma situação que a família toda poderá ir contra pode ter certeza que um sempre pode contar com o outro, você melhor do que qualquer da família sabe do que estou falando.

E como não lembrar de alguns momentos que sempre estávamos juntos, primeira escola, primeiras paqueras, primeiro porre(meu) kkkkk. Essa vida é cheia de momentos e fases e em alguma delas estávamos longe, mas quando nos víamos parecia que a ultima vez que agente tinha se visto tinha sido “ontem”.

Puts e agora...O nascimento do João nosso sobrinho... O casamento da Ana Rita nossa companheira de vida e nossa irmã... 15 anos da Ana lidice nossa irmãzinha mais nova que cuidamos quando criança, e daqui uns dias teu casamento também, estamos velhos mesmo!

O que posso te desejar nesta data é muitas felicidades, infelizmente ela já foi marcada por uma grande perca, mas a vida é assim! Pode ter certeza que seu irmão vai ta sempre aqui do seu lado pro que der e vier, pra ser companheiro de farra, ombro amigo, ou so pra falar besteira, estou a aqui viu!!!

Parabéns e muitas felicidades

Amo você meu irmão!!!!

20 de setembro de 2012

A SÍNDROME DOS VINTE E TANTOS ANOS.

Olha ai o texto que peguei da net, mais especificamente do facebook, eu me identifiquei com algumas partes e Você?


A SÍNDROME DOS VINTE E TANTOS ANOS.

Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo,
namorado(a) etc.. E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco....
As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes
...... até lhe incomodam.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…

Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?

19 de setembro de 2012

João cantarolando

video
João me ajudando no meu processo criativo dos Saltimbancos... 11 meses meu amor

16 de setembro de 2012

Leitura do domingo


Minha leitura hoje, mesmo tendo o trabalho de Historia do Teatro, foi um livro infantil da escritora Maria Clara Machado “O Cavalinho Azul” conta a historia do Vicente que deixa a família em busca do seu cavalinho azul, e no caminho ele encontra um circo onde há três músicos e um palhaço mentiroso e uma menina que o acompanha na sua busca do cavalo azul de crinas brancas, “com enorme asas pra voar na terra e grandes barbatanas pra nadar no mar... e dois olhos de fogo”.
Com essa leitura já abriu novos horizontes, mas quem sabe próximo ano! Rsrsrs
Boa semana!!!

11 de setembro de 2012

Estudar!

Eita já tava com um tempo que não lia tanto, voltar a essa vida de estudante, trabalhos, seminários, leituras interpretadas, leituras previas... Mas ta valendo muito a pena as aulas de teatro, melhorando as minhas técnicas aprendendo novas teoria, vamos que vamos a tendencia é melhorar, melhorar, melhoras SEMPRE!

Foto ilustrativa do Livro de Historia do Teatro seminário que vai ser daqui a duas semanas, detalhe criar um apresentação com olhos de ator... missão aceita, período de criação e montagem, ao longo das duas semanas vou ficar atualizando, Bj

Povo do teatro


4 de setembro de 2012

Palhacinhos


Brinquedo Novo


Sabe quando agente era criança e ganha um presente novo todos os outros(velhos) ficam de lado, pelo menos comigo era assim, e pra alguns amigos também é assim. Vamos tomar de exemplo um urso de pelúcia, O Velho já ta surrado, sujo e sem um olho, O Novo esta lá lindo, pelo brilhante, cheirinho de “plástico novo”, mas ai você fica doente qual tem o cheiro a textura mais aconchegante? Lógico que é O velho, e os amigos da mesma forma: O Velho amigo já lhe conhece de mais tempo parece que sabe onde é sua dor, o cheiro e o abraço quentinho dele lhe trazem toda confiança e segurança daqueles dias de brincadeiras no quintal.

Só que infelizmente os amigos não são que nem brinquedos Velhos, que ficam no fundo de uma caixa ou no guarda-roupa ao alcance da mão, eles por vezes se distanciam. Uma vez li em um determinado lugar que amigos de verdade são aqueles que mesmo depois de muito tempo sem se ver quando se reencontram é como se tivessem se visto ontem, é como se a distancia não tivesse interferido em nada.

Então cadê vocês que vi ontem?

2 de setembro de 2012

Ana Lidice 15 anos


A alguns dias a traz foi aniversario de 15 anos de  uma das minhas primas e eu que fiz a apresentação dela o texto ficou legal e resolvi compartilhar com vocês aqui do blog. Abraço.


Hoje Eu estou aqui para contar uma historia de uma princesa que não esta no livro de Conto de Fadas, que não se chama Cinderela, Bela Adormecida ou Branca de Neve. Uma princesa que não é filha de um grande rei mas que tem vários pais: Pai Marcone, Pai Manel, Pai Ronaldo, Padrinho Tadí e tio Dé. Que não são grandes reis mas com certeza são grandes homens. E também tem varias mães: Mãe suly, Mãe Sônia, Mãe Tia e a Baba que ela escolheu para ser sua madrinha.

E outra diferença é que sua fada madrinha que não surgiu como em um conto de fadas, na noite de um grande baile, mas que já esta com ela dês dos seus primeiros dias de vida, há quinze anos  a traz, sua mãe Conceição. E como ela mesma disse  “a Ana Lidice veio na minha vida como uma estrela como uma luz” e não só na vida dela como de toda a família. Uma família com tantos Homens a chegada de uma menina sempre é comemorada com muita festa, e para a Ana Lidide não poderia ser diferente.

E lógico como todo Conto de fadas há seus contratempos , na vida da nossa princesa não podia ser diferente, apenas com alguns meses de vida alguns problemas de saúde a levaram muitas noites para o hospital onde ela mesma já dizia ter um quarto. Mas problemas superados a vida continuou e nossa princesa continua a crescer entre mimos e carinhos dos familiares. Logo logo veio a primeira separação pois começa a frequentar o colégio muito cedo onde começa uma nova faze da vida da nossa princesa no colégio Arco-Iris, uma aluna  aplicada , obidiente e estudiosa.

O tempo vai passando depois veio a mudança de Parnaíba para o Barro-Duro. E como falar de Ana Lidice  e não falar da sua turminha: Joyce, Lara, Leo e todos os outros e outras que alem de amigos são cúmplices que juntos descobriram as dificuldades de ser adolescentes.

E hoje eu apresento a Ana lidice uma moça dedicada, educada, carinhosa e tantos outros adjetivos que poderia citar aqui para descrever esta menina, esta mulher!

E eu como primo que junto com o Renan e a Ana Rita ajudamos a cuidamos de você quando criança, devo lhe admitir que esta nova fase não é fácil, algumas desilusões, desencontros, vão fazer parte nesta vida de adulto, mas também o aconchego do colo da mamãe quando algo não da tão certo.

Pois é, esta é a vida de adulto e a sua só esta começando agora, e Eu  em nome de toda a família desejo que consiga realizar seus sonhos e que seja feliz, Parabéns pelos seus 15 anos!

1 de setembro de 2012

O dia Desmanchado

Esta semana tive o imenso prazer de assistir a montagem “O dia desmanchado” da Cia de teatro de Porto Alegre no projeto Palco Giratório do SESC.


Uma peça poética, com a fotografia linda uma mensagem que pode ter varias interpretações, um trabalho perfeito de corpo do ator Marcelo Bulgarelli , e direção de Tatiana Cardoso.

A montagem foi inspirada na Obra “O ensaio” do dramaturgo americano Benjamin Bradford, onde um homem ensaia um ensaio de um encontro, mas a peça não se prende fielmente no texto, mas mostra um dia na vida monótona de dedetizador solitário.  O dia 22 de outubro se repete varias vezes e cada dia acontece algo diferente, a percepção de algumas coisas mínimas que ele deixa passar em algumas vezes e outras não e este pequeno detalhe muda todo o seu dia.



21 de agosto de 2012

Quem fala demais, dificilmente tem algo a dizer. Prefiro meu silencio, ele diz mais que qualquer palavra .

20 de julho de 2012

Feliz dia do amigo

 Não esqueci de niguem só que uma foto é pouco pra colocar todos!!! 

18 de julho de 2012

Mudanças!l

A algum tempo que não posto nada  mas agora tenho muito o que postar, algumas mudanças aconteceram, infelizmente o Grupo Estandarte ainda não emplacou, o projeto Balão Dourado fechou, mas o reconhecimento do meu trabalho veio assim mesmo hoje estou na "Junina Luar do São João" a 5º melhor do estado segundo a Globo e a SBT (estadual), sou ou aderecista, e estou muito feliz pelas conquista da quadrilha. 
Mas meus projetos individuais ainda não acabaram a Cia Miridan ainda continua firme e forte, espero que da qui a pouco possa falar mais sobre isso, abraços ate a próxima

30 de janeiro de 2012

O mais novo

O mais novo morador aqui de casa, ainda não tem nome mas estamos decidindo ele ja percebeu que eu sou o dono dele acho, deve ser porque eu que o apanhei na rua!

8 de janeiro de 2012

Oque o Face diz do meu signo! (libra)

Atividades ligadas a artes em geral, beleza, estética, design, arquitetura e decoração, moda, jóias, adornos, cosméticos; relações públicas e sociedade; direito, diplomacia, política; trabalho intelectual e atividades manuais. 

Possuidor de um enorme senso de justiça, o libriano é facilmente atraído para a área do Direito: advogado, juiz, promotor. Naturalmente político, sociável e com um dom único para agradar "gregos e troianos", é um excelente diplomata ou embaixador. O libriano é a pessoa indicada para atividades profissionais que envolvam conciliações, negociações de paz, fixação de acordos, promoção de alianças. Ele se realiza principalmente em profissões que lidem direta ou indiretamente com o "belo". Regido por Vênus, a deusa da beleza e do amor, procura ser fiel a ela em tudo o que faz. A arte em todas as suas expressões tem um forte apelo para Libra. Pode se dar muito bem no mundo da moda, seja criando ou desfilando. Também na criação ou comercialização de cosméticos. Pode produzir incríveis embalagens ou harmoniosas vitrines - é especialista em fazer com que algo se torne agradável aos olhos, e possui um profundo senso estético. Deste modo, também pode tornar-se um excelente cabeleireiro. É a pessoa indicada para formar sociedades, são ótimos sócios e parceiros nos negócios pois preferem sempre trabalhar em equipe. Seu lema é: "tudo se faz melhor a dois". Mesmo que não esteja atuando diretamente na área da estética, é importante que seu ambiente profissional seja bonito, sofisticado. Ele produz melhor assim.